A interferência da música



“Olhar de frente, alcançar a perfeição, gostar muito, muitíssimo, do que se faz, eis o segredo de Fernão Capelo Gaivota. Só porque existem gaivotas que não pensam com os mesmos pensamentos, que não raciocinam com o mesmo raciocínio, não é problema para Fernão. Mesmo sendo apenas um entre um milhão, mesmo tendo de percorrer um caminho quase infinito, Fernão sabe, é intuito, de que na vida há algo mais do que comer, ter posição importante, ser amado ou criticado: viver é lutar. Uma, cem, mil vidas, dez mil! Até chegar à perfeição, à vitória da eterna aprendizagem, porque nenhum número é limite. A ninguém é permitido deixar de aprender, e para nada além de “vontade” e de “amor” haverá significação sincera.”

– Richard Bach

“Pássaros”, gravura para painel feita no Corel

Por Rafael Cavalcanti

É muito provável que grande parte da humanidade gosta de trabalhar ou executar uma determinada tarefa ouvindo música, seja lá em alto som ou até mesmo, de uma forma mais reservada, como o fone de ouvido.

Levando esse assunto para a área de design, percebo diversos comportamentos: pessoas que só conseguem trabalhar se tiverem uma música acompanhando, ou até mesmo outras que se desconcentram e não conseguem criar absolutamente nada com a presença de algum tipo de áudio.

Em um determinado ambiente, a música pode interferir diretamente na ação e na construção de algo. Isso se torna claro quando conhecemos alguns tipos de trabalhos, principalmente quando são alternativos e experimentais. Podemos reparar nesses tipos de trabalho como a música formata a idéia inicial do designer, muitas vezes devido a uma parte da letra ou ritmo utilizado. Nesses trabalhos, não vemos necessariamente se a influência musical foi criada devido ao Rock ou Reggae, ou qualquer outro estilo, mas podemos sim observar movimento.

Não que todas as pessoas que gostam do mesmo ritmo vão criar trabalhos iguais, que utilizam as mesmas cores e formas. Provavelmente a maior semelhança entre essas pessoas seja o caminho percorrido para a conclusão de um trabalho. A busca de estilos musicais alternativos pode proporcionar novas construções pessoais ao designer, criando assim um estilo independente e variável, afinal, a música sofre mudanças diariamente.

Já a busca por estilos musicais antigos pode forçar em certo momento, uma maneira diferente de interpretar o que está sendo criado.

A necessidade da criação e da busca do novo é fator comum entre design e música, tornando assim paralelo para tantos como fonte de inspiração, e desprezado por poucos devido a desconcentração de um processo de criação.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s