O Valença que teve coragem


Manipulação de Imagem by Luciane Valença

De repente me dei conta que nesses quase 5 meses de blog, vários posts, biografias, homenagens a artistas de vários estilos e artes como música, fotografia, ilustração e muito design… não falei ainda sobre um dos artistas que mais admiro e que tenho o prazer de conviver diariamente: meu irmão.

Dizem que família é um pacote que vem fechado e que você não pediu ou pagou por ele, porque muitas vezes simplesmente, não existem afinidades, amizade, blá, blá, blá… isso é verdade! Mas não é o que ocorre na minha…

Para falar do irmão artista, preciso ir um pouco atrás, lá na nossa infância e influência exercida por nosso pai. Era muito comum ver o velho Valença desenhando, usando a técnica de dividir o papel em quadrados para desenhar rostos perfeitos, quase que como fotos. E isso não se restringiu apenas a um dom natural. Era latente o desejo, que os filhos tivessem condições de desenvolver o dom para as artes,  e muito além, fossem pessoas capazes de sentar-se a qualquer roda e desenvolver idéias sobre os mais variados assuntos. Penso que tivemos sorte!

Chegando aos dias atuais, em que a arte chega a ser um luxo começo aqui a minha homenagem… Digo isso porque já falei anteriormente e inclusive me referindo aos músicos, da dificuldade de viver e multiplicar qualquer forma de expressão artística, onde na nossa realidade, mais e mais caminhamos para o “ter” e não para o “ser”.

Muito da minha formação e gosto pelas variadas formas de fazer arte, devo a Carlos Valença. Que me levou desde cedo para assistir a peças de teatro, filmes e espetáculos de dança… O Valença que teve coragem de peitar seus sonhos, por mais dolorosos, penosos e difíceis que pudessem ser. (ressalto que não estou exagerando) Vejo essa busca pelo belo e principalmente pelo direito de levar poesia, pintura, teatro,dança, canto…(acho que não esqueci nada) a todos não importando aonde estejam. Esse é o papel do artista!

Andando pela casa, vejo quadros em todos os cômodos pintados por Carlos, em vários momentos de sua vida. Expressões máximas de sentimentos como melancolia, saudade, paixão, ternura e paz. Com traços que poderia identificar de longe, a arte de Carlos traduz a realidade do ator sonhador, dos personagens boêmios que vagam pela noite, de musas que parecem ter saído de sonhos e clowns, muitos clowns com cores fortes que fazem a imaginação voar. “Básico” assim…  é o artista plástico visceral, escritor e irmão Carlos Valença.

Para ver mais acesse http://valencaearts.blogspot.com/

Paz e Arte!

3 Respostas para “O Valença que teve coragem

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