Revelação, uma crítica


Crítica da tela “Revelação” por Luciane Valença

“A arte consiste em fazer os outros sentir o que nós sentimos, em os libertar deles mesmos, propondo-lhes a nossa personalidade para especial libertação.”

Assim falou o grande mestre Fernando Pessoa em uma de suas citações a respeito da arte e suas várias formas de expressão.

“Revelação” como todos os trabalhos de Carlos, nos revela sua alma de artista, de pensador e de pessoa sensível a tudo que está a sua volta.

Apesar de toda a admiração que tenho pela figura, homem e artista Carlos Valença, farei aqui nessa crítica, um distanciamento e análise, de quem só enxerga a obra de um pintor.

Neste que é um auto-retrato, podemos vislumbrar todos os momentos de angústia, dúvidas, poesia e dor que fazem parte do processo de desenvolvimento da arte (digo isso em qualquer forma de sua expressão) e principalmente como se dá o processo de criação de uma obra como esta.

Sem pudores, Carlos desvela todo o seu íntimo no clown-anjo, que denota o trabalho que realiza junto a Arquidiocese de Niterói, através do teatro Cristão. Fica registrada e muito bem ao meu ver, todo o trabalho filantrópico realizado junto a comunidades carentes de atenção, conforto e arte. Arte feita com qualidade e muita dedicação.

Na máscara que se projeta do rosto do artista, encontramos a sua porção poeta. Sim, Carlos é poeta. Poeta como poucos… sentimos e somos transportados através de sua poesia para tempos em que o romantismo, o questionamento ético, e a vivência a flor da pele eram mais importantes, na premissa “o ser é mais importante que o ter”.

Preços muito altos são pagos por essas escolhas e por isso enxergamos uma expressão facial onde o cansaço toma conta, onde os lábios se apertam e ainda sim gritam o que não podem mais calar.

A madeira usada nesta obra, estava em uma das muitas caçambas da elitizada Niterói, onde todos as sextas e sábados podemos sair pela noite procurando o “lixo próspero” como bem diz nossa amiga Paula Muniz. E isso muito me alivia! Por saber que o tombamento de uma árvore não foi em vão (como as pessoas jogam madeira fora?).

Agora sobre ela, podemos: entender, imaginar ou simplesmente contemplar a arte de um artista no mínimo visceral.

Para ver mais acesse: http://valencaearts.blogspot.com/

Paz e Arte!

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