Arte ou Boteco: Eis a questão!


“No início dos anos 80 Niterói carecia de Centros de Arte. Os artistas da cidade pintavam ao ar livre, especialmente “marinha”, e, as gincanas de pintura estavam no auge. Essas competições promoviam os atrativos da cidade além de estimular os artistas a registrá-los ao ar livre com prêmios aquisitivos que deveriam preservar os nomes e as obras dos pintores.

Aluízio Valle, Geraldo Valentim de Castro, Roberto Paragó, Jesus, Tolentino, Péricles Sodré, e outros tantos faziam parte dessas disputas artísticas. Produziram obras que se deluíram nos acervos dos patrocinadores, tais como: Cenitur, Enitur, Flumitur e outros.

Além das gincanas, promoviam-se encontros na Praça Leoni Ramos, no Gragoatá, em frente a então “Moldarte”, tradicional loja de material artístico, cujo proprietário, Gunthis Dzelme patrocinava alguns eventos e exposições.

para ser alugado. O então presidente da entidade, dr. Miguel Ângelo d’Elia, ao saber das intenções que tínhamos de formar tal núcleo de arte, ofereceu-nos condições de alugar a casa com tal propósito, no estado em que se encontrava. Foi preciso muita coragem para aceitar tal desafio, mas não foi possível contar com o apoio da maioria, assustados diante da empreitada que incluía suprir o casarão, além de restaurá-lo, de infra-estrutura para das as aulas, como mesas, cadeiras, cavaletes etc..”

Essa é a história resumida do Centro de Artes Parthenon em Niterói – RJ. Comecei meu post assim, pela dificuldade que encontramos para fazer arte não só no RJ, mas em qualquer parte do Brasil. Estou sofrendo isso na pele… assim como todos os meus amigos e conhecidos que se atrevem a entrar nesse mundo que propõe pedreiras e as mais variadas dificuldades, que é a Arte.

Recentemente fui a um Sarau no Ponto Org, vaziooo, vazio… mas o boteco da esquina estava lotadoooo!  Deu vontade de ir na esquina e gritar: No sarau tem cevada também e Charles Bukowski. Mas logo o surto passou, porque minha amiga que é psicóloga disse: “você poderá ser internada como louca!”

Músicos, Artistas Plásticos, Poetas, Bailarinos, Fotógrafos, Designers, são verdadeiros heróis!!! (Já falei sobre isso em post anterior me referindo aos músicos) Mas não posso deixar de exaltar qualquer forma de expressão hoje.

Fui convidada para uma exposição coletiva na Espanha (New Art Only), mas em minha cidade, em meu estado e em meu pais isso é um sonho! Primeiro porque você precisa de um “curador”, segundo porque precisa de um “promoter”, terceiro porque precisa de um “mecenas”( ainda existe? me avise se existir algum dando sopa por ai…) e tudo isso poderia ter sido resumido em uma única palavra: DINHEIRO!

Não estou revoltada… parece, mas não estou! Até porque quem sou eu para querer tudo ao mesmo tempo agora, o que me resta é ir para fora do país, como tantos outros já fizeram… afinal de contas, vamos aonde somos convidados! E para a festa do Brasil, ainda não tive “merecimento” para convites!

Paz e Arte!

 

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