A origem e o espelho: um encontro


palavra Fotografia vem do grego φως [fós] (“luz”), e γραφις [grafis] (“estilo”, “pincel“) ou γραφηgrafê, e significa “desenhar com luz e contraste”..[1]

fonte: http://pt.wikipedia.org/

A fotografia cria imagens com a luz e nos revela até o que um espelho não é capaz. Trinta e cinco anos de vida, olhares e análises na frente do espelho, não foram suficientes para perceber um detalhe que uma foto de celular captou tão claramente na face da pessoa que vos fala.

“A fotografia não é a obra final de um único criador.”

Conversando com Josep Segui à respeito da vida, da arte e de tudo que nos cerca… por acaso percebi o pássaro que existe nesse rosto. Me distanciei, como mera espectadora, para enxergar o que não consegui em tempos de luta, da vida que nos engole em deveres e tarefas. Compartilhei a visão com meu querido amigo e daí combinamos que  faríamos uma interpretação com acrílicas sobre canvas e poesia.

“Skylark”
Acrylic on canvas
50x61cm
por Luciane Valença

De fato, carregamos os traços de nossos pais em nossos rostos, e os lábios numa interpretação comum, nos pareceu uma gaivota em pleno vôo.  Em tempos de violência e banalização da importância de nossas raízes, mas principalmente, da vida humana, deixo aqui o tributo que fiz ao meu velho pai, que já não está mais entre nós, e que me passou o traço do “beijo alado”, da “gaivota livre” ou simplesmente dos “lábios capazes de beijar”.

O beijo alado, que atravessa mundos e toca a alma amada,
Saudade do amor verdadeiro e constante,
De um rosto com um olhar paterno,
E coração grande.
Para você Aldo Valença, pai amado.
por Luciane Valença nov/2010

Skylark boceto

Acrylic on canvas

60x70cm

Este boceto de una pintura quizás imposible surge del diálogo con la artista brasilera Luciane Valença, de la visión subjetiva de sus labios, de nuestro intercambio de ideas sobre la forma de ave de su labios en una foto que nos sugiere esa ave, que yo doy por llamar skylark, el vuelo del ve, el beso fugaz que escapa de sus labios o que eso lo sabe el ave, demandan. Lu es en si misma una ave, una pintura o el boceto de una obra de arte: ella misma. Una obra de arte que se hace a si misma, en cada lienzo que pinta, en cada poema, en nuestros diálogos, palabras  y silencios, incluso “brigas”, en la lejanía del océano que nos sepra-une, en el encuetro que surgió en el mundo del arte que ella y yo mismo creamos y creemos.

Lu, Luciane, la artistaValença. Eu e você.

Por Josep Segui – nov/2010

Paz e Arte!

 

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